A eleição sorri para o dissenso, para os cansados do status quo – Marco Aurelio Ruediger

Dificilmente esta eleição favorecerá os políticos que pretendam insistir em encarnar teses de consenso ou “pacificação”, bem como os que nela se autovitimam. Esta eleição sorri para o dissenso, para os que sinalizam com a crítica, os cansados do status quo, os politicamente emergentes, os políticos com pele curtida e aperto de mão firme. Dois vetores forçam para esse caminho.

Primeiro, a polarização e a virulência do processo político brasileiro não são só uma questão de lideranças com teses radicalizadas. Há corresponsáveis, e não se circunscreve, portanto, apenas aos mais assertivos, mas aponta àqueles que hoje buscam se eximir de ações no passado, quando efetivamente hegemonizavam o quadro partidário nacional. Como se politica não tivesse memória e não resultasse de processos e decisões anteriores que sucessivamente deixam atores atados a determinados caminhos, fechando de vez outros. 

 

Fonte: Folha de São Paulo