Campanha de Boulos lança número de Whatsapp para receber propostas

A pré-campanha eleitoral do presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) ganhou uma nova ferramenta na última semana: um número de Whatsapp. A ideia, segundo a organização, é facilitar a comunicação com os cidadãos, receber propostas e informar sobre as discussões da campanha.

Josué Amaral Rocha, um dos coordenadores da pré-campanha de Boulos, diz que a ideia de criar um Whatsapp para a campanha surgiu pela grande força que a rede social tem no Brasil: em maio de 2017, o Whatsapp contava com 120 milhões de brasileiros ativos no País. 

“A ideia é conseguir se conectar com pessoas interessadas em construir um novo projeto de Brasil e fazer uma rede”, explica. Segundo ele, o resultado tem sido positivo. “Muitas pessoas estão interessadas em receber informações das discussões que fazemos pelo Brasil”, diz. 

Os responsáveis pelo Whatsapp mandam mensagens sobre a agenda da pré-campanha, conteúdos sobre o programa de Boulos e propostas para setores como saúde, educação e moradia. Até o fim do mês, o grupo deve lançar uma plataforma virtual para conectar cada vez mais as pessoas que estão se inscrevendo para receber as mensagens. 

Cuidados

Karina Kufa, professora e coordenadora do curso de direito eleitoral do Instituto de Direito Público (IDP-SP), acredita que o Whatsapp será muito utilizado nas eleições de 2018, talvez de maneira até mais intensa que nos pleitos de 2014 e 2016.

“Os candidatos estão tendo que se reinventar e o Whatsapp chega com mais facilidade aos eleitores, principalmente porque as propagandas nas ruas foram limitadas nos últimos anos”, explica. Segundo ela, no entanto, é preciso ter uma possibilidade de pedir descredenciamento para aqueles se inscreveram e, depois de um tempo, não querem mais receber o conteúdo.

A especialista alerta, ainda, que é preciso ter cuidado para que não haja difusão de notícias falsas no Whatsapp, uma das grandes preocupações das eleições de 2018. “É mais difícil rastrear (o conteúdo das mensagens) em relação ao Facebook, que é público e é possível identificar o alcance das informações. É um pouco menos controlável”, alerta. “Acredito que será usado tanto para o bem quanto mal”, diz. 

 

Fonte: O Estado de São Paulo