Catu: 150 anos de emancipação política e muito pouco a comemorar – Maurílio Fontes

No dia 26, próxima terça-feira, Catu completará 150 anos de emancipação política. Há muito pouco a comemorar nesta quadra da história catuense. 

A principal data cívica da cidade deve servir como momento de avaliação do governo municipal, que mais decepciona do que agrada, deixando lacunas importantes em áreas fundamentais para a qualidade de vida da população.

Antes que os desavisados digam que não tenho nada a ver com Catu registro as seguintes informações: trabalhei com o prefeito Orlando dos Reis Dantas, participei das campanhas vitoriosas de Antônio Pena em 1992 e 2000.

No segundo mandato de Pena atuei na área de comunicação da Prefeitura de Catu até outubro de 2003.

No primeiro semestre de 2012 fui consultor da administração de Gilcina Carvalho e com a definição de seu candidato não demonstrei nenhum interesse em fazer a campanha eleitoral (e nem fui convidado). 

Nunca tive uma réstia de simpatia por José Nardson, político envelhecido antes do tempo.

Trabalhei em Porto Seguro (2012) e lá ajudei a cliente ganhar a eleição. 

Outro adendo: conheço o atual prefeito de Catu desde 1980.

Em Catu, sabe-se que a filha do prefeito Geranilson Requião é a verdadeira governante do município, é quem manda e define os rumos (trôpegos) da administração, que após cinco anos e meio, não apresentou cardápio deglutível de realizações.

O governo não conseguiu até hoje concluir a passarela do Pioneiro, prova cabal e cristalina de sua incompetência.

Mais do mesmo, com a bandeira petista camuflando a velha roupa petebista do prefeito Geranilson, candidato (derrotado) por diversas vezes pelo PTB, tendo a ex-prefeita de Pojuca e ex-deputada estadual Maria Luiza Laudano como sua mentora. 

Petistas históricos em Catu romperam com a administração já no primeiro mandato do prefeito Requião (2013/2016). As razões se tornaram públicas e vieram à tona. 

De outro lado, o município necessita de ações propositivas da oposição, quase sempre desunida e sem projeto mais consistente para assegurar a conquista de parcelas insatisfeitas com atual gestão. 

Para quem não está no dia a dia de Catu, apenas a atuação da vereadora Clara Sena é a mais visível, denunciando os erros do governo e as reclamações da comunidade.

O mandato legislativo é espaço importante, mas insuficiente, do ponto de vista político, para estabelecer o contraditório com a máquina governamental e reverberar com resultados desejados para o conjunto da sociedade as mazelas administrativas. 

Ao completar 150 anos de emancipação política Catu merece aplausos.

Terra de gente boa, trabalhadora e que contribuiu muito para o desenvolvimento do Brasil.  

O governo do prefeito Geranilson Requião, se avaliado por instituto de pesquisa sério, certamente terá alto índice de reprovação.

Quem ganha a eleição deve governar e não terceirizar, mesmo que para uma filha, as decisões que impactam diretamente na vida de milhares de pessoas.

Não tiro o chapéu para a administração de Requião, Jó e Mariana, o trio familiar que define os rumos do município.

Em Catu, as mulheres mandam muito. Nenhum problema se uma delas tivesse sido eleita pelo povo catuense.

Em tempo: não escrevo artigos sob encomenda. Nunca troquei uma palavra sequer com a vereadora Clara Sena.