Catu: Câmara de Vereadores barra CPI da Coof Saúde

Na sessão ordinária realizada na noite desta terça-feira (09), mais uma vez a oposição foi esmagada pela maioria dos vereadores, que faz parte da base do governo e votou contra a implantação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

O objetivo da comissão era fiscalizar os altos gastos com a Coof Saúde, cooperativa que teve o seu dono e mais outras nove pessoas presos numa operação realizada em dezembro do ano passado.

A Prefeitura de Catu pagou, entre 2013 e dezembro de 2018, quando o contrato foi suspenso, aproximadamente R$ 40 milhões de reais à Coof Saúde.

Na época da assinatura do contrato, Mariana Requião, filha do prefeito Geranilson Requião, era a secretária de Saúde. 

Para a vereadora Clara Sena, ao barrar a Comissão Parlamentar de Inquérito os vereadores da situação demonstraram que estão a serviço do prefeito e não da população. “Desde 2014, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) já alertava a administração sobre os altos valores pagos à prestadora de serviço”, informa a vereadora oposicionista, salientando “que em maio de 2018 o prefeito foi multado em R$25 mil, com base no exercício de 2014, pelos pagamentos considerados excessivos”. 

Os alertas do TCM, de acordo com vereadora, não foram levados em conta pela administração e o contrato foi mantido até dezembro do ano passado. 

40%

Além dos valores elevados pagos pela Prefeitura de Catu, outro fato estranho chamou atenção: a taxa de administração cobrada aos profissionais pela Coop Saúde era de 40%, que não é comum no segmento. 

CPI

O pedido de instalação da CPI foi assinado pela vereadora Clara Sena e o vereador Marinildo Pereira (foto).

Os parlamentares da base do governo (10) não assinaram o requerimento.

Marcelo Calazans, presidente da Câmara de Vereadores de Catu, em função do regimento interno, não assina pedidos de CPIs, mas era contra a instalação da comissão que teria como principal objetivo fiscalizar os gastos com a Coop Saúde.