Desafios da Gestão Pública Rumo à Excelência – Marília Reis – Jeanine Ferreira

Há quase um ano e meio os 417 municípios do Estado da Bahia tiveram seus gestores empossados, alguns dando continuidade por reeleição e outros iniciando uma nova administração.

O tempo passou e os resultados da gestão já podem ser observados. Neste momento, em que um terço dos mandatos já foi completado, é oportuno que os prefeitos façam profunda reflexão sobre seus resultados, elencando acertos e erros, visando transformar os 32 meses que faltam para concluir o quadriênio administrativo em um período mais produtivo. 

O que todo cidadão espera quando vai às urnas e elege o gestor de sua cidade é que este possa elevar a gestão pública a um patamar mais alto de eficácia e bons serviços prestados à sociedade. O inicio se caracteriza por um período de grande expectativa, onde o governante apresenta as suas propostas. Entretanto, essa euforia inicial pode transformar-se em desilusão, à medida que o gestor não consegue transformar suas intenções em resultados efetivos.

A brevidade dos mandatos não permite aos governantes trabalhar com improviso, atuando de acordo com as circunstância e emergências que vão acontecendo no dia a dia. Sabemos que são inúmeras as dificuldades que os gestores públicos passam, desde falta de verbas, desmotivação do funcionário público e os entraves na consecução de projetos.

Por isso, é importante foco e direção, pois “quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável.” (Sêneca).

O grande desafio do gestor público é desenvolver sua competência estratégica na concretização de seus planos, atingir resultados e gerar valor para a sociedade. Esses frutos, entretanto, só serão colhidos com efetivo envolvimento, motivação e talento das pessoas da organização. É preciso aproveitar melhor o funcionário público e capacitá-lo para que seu potencial inovador seja despertado.

A inovação no setor público não deve se limitar apenas à invenção de algo inédito, mas englobar mudanças nas formas tradicionais de execução, reorganização de programas já existentes, e descoberta, experimentação e adoção de melhorias desenvolvidas por organizações que alcançaram resultados de excelência.

A busca da excelência é o trabalho do dia a dia bem feito, dinâmico e vivo. Passa pela identificação das necessidades e expectativas dos cidadãos e da sociedade, planejamento dos objetivos, comunicação clara e adesão da equipe a estes objetivos, estabelecimento de metas e planos de ação, aprendizado compartilhado, execução e acompanhamento dos planos por instrumentos adequados, e correção de rumos quando necessário.

Competência estratégica, obtenção de resultados, funcionários capacitados e motivados, inovação e excelência no setor público pode parecer utopia. Mas para que serve a utopia? …. Para caminhar.

        

Marília Reis e Jeanine Ferreira são consultoras Organizacionais da Cooliba – Cooperativa de Trabalho dos Profissionais Liberais da Bahia