Estratégia do governador Rui Costa ou a falta dela esvazia PT na disputa da Prefeitura de Salvador – Maurílio Fontes

Vencer a eleição municipal em Salvador é o sonho de todo petista, mas os dirigentes da sigla não colaboram com a empreitada e esvaziam a legenda na disputa da prefeitura da capital. 

A malfadada pré-candidatura de Guilherme Bellintani, se é que existiu, representou total desprestígio dos quadros históricos do PT, muitos deles com forte militância em Salvador, que optaram por tangenciar as críticas mais virulentas à suposta postulação do presidente do Esporte Clube Bahia e ex-secretário do prefeito ACM Neto, responsável por indicá-lo para importantes áreas da gestão pública soteropolitana. 

A simples especulação do nome da Major Denice Santiago, que contaria com a simpatia do governador Rui Costa, é mais um golpe nos petistas Juca Ferreira, Vilma Reis, Fabya Reis e Robinson Almeida, pré-candidatos que mantêm seus nomes no tabuleiro eleitoral. 

Independentemente da força do quarteto petista, a menção ao nome da militar, sem nenhuma vivência partidária, é um golpe simbólico de grande monta e caracteriza a descrença do governador nos quadros da legenda. 

A estratégia do governador Rui Costa ou a falta dela é ingrediente que embaralha a movimentação interna do PT, atrasa as decisões e fragiliza a legenda na disputa da Prefeitura de Salvador, repetindo as protelações de eleições anteriores, demonstrando que na legenda manda quem pode e obedece quem tem juízo. 

Ao invés de construir estratégias claras com foco na possibilidade de vitória, o dirigente petista, aparentemente, trabalha para jogar uma densa cortina de fumaça nas pretensões dos quatro correligionários.

O governador, neste momento, quer confundir e não explicar?

Só que ele não é Abelardo Barbosa, o inesquecível Chacrinha.