Feliz Ano Novo, Catu – Maurílio Fontes

A foto acima é histórica e tem exatamente 50 anos (o registro fotográfico está em meus arquivos).

No final da década de 60 do século XX o futuro de Catu era promissor.

O presente (1969) já se tornara realidade econômica com a pujança da Petrobras no município e microrregião.

Os anos seguintes, apesar da brutal ditadura militar, do ponto do ponto de vista econômico, colocariam Catu no centro da produção petrolífera do país.

É preciso registrar que o Brasil deve muito a Catu. O petróleo extraído das terras catuenses sustentou em parte o milagre econômico da década de 70. 

Não se pode negar, entretanto, que Catu perdeu conexão com o futuro.

Os últimos sete anos (2013/2019) são singulares e representam o labirinto incontornável do qual a administração municipal não conseguiu sair, por ter sido incapaz de inovar, de romper velhos hábitos, acomodando interesses, sem forças e/ou ideias para enfrentar a grave crise que se abateu sobre a cidade e levou ao desespero mães e pais de famílias antes inseridos no mercado de trabalho.

Não se pode atribuir a responsabilidade total aos dois governos do prefeito Geranilson Requião.

Seria injusto e desonesto

Também não seria justo e honesto eximir a administração das grandes responsabilidades que tem no quadro de anemia econômica de Catu, fermento que aumentou a miséria, a desesperança e ceifou oportunidades para aqueles que, acostumados ao trabalho diário, foram expulsos de seus ofícios sem nenhuma perspectiva de recolocação. 

A máquina do tempo não volta para o passado e o que não foi feito, como deveria, não pode ser consertado.

Quando gestores públicos erram a conta é paga por todos.

A única alternativa é olhar a partir de hoje para o futuro, com responsabilidade, visão estratégica, capacidade analítica e desprendimento (algo difícil na política, pois a vaidade campeia e é a mola propulsora de candidaturas natimortas).

A oposição catuense terá grandes desafios em 2020: apresentar projetos que garantam a saída do município da situação atual; definir uma candidatura majoritária sólida, com apoio de diversos segmentos comunitários, que seja capaz de vencer o pleito de 4 de outubro; demonstrar, sem margens para contestações, os erros das duas administrações do prefeito Requião; sair do mero discurso político e transformar em prática o tradicional falatório em anos eleitorais; definir regras internas de convivência e com foco nas decisões (realização de pesquisas qualitativas e quantitativas, índices de rejeição dos pré-candidatos, nomes que mais agregam, nomes que desagregam). 

Não são tarefas fáceis, mas necessárias e urgentes.

O futuro é logo ali. E o ditado popular registra que “o tempo não espera por ninguém”

E Catu não pode ficar esperando indefinidamente. 

Em 2020, os eleitores catuenses decidirão entre o futuro, que pode ser diferente, e a continuidade do presente (a sequência, com tinturas desbotadas, do atual modelo administrativo, que se mostrou inadequado como condutor das estratégias superadoras dos grandes desafios que o município enfrenta). 

Orlando dos Reis Dantas 

Por gratidão e em homenagem à sua memória, registro que subi pela primeira vez as escadas da Prefeitura de Catu em abril de 1992 a convite do prefeito Orlando dos Reis Dantas para assumir a assessoria de comunicação de sua administração. 

Com a inestimável colaboração do jornalista Sérgio Mattos, então editor de A Tarde Municípios, a Prefeitura de Catu ocupou espaços no principal jornal baiano da época. 

Crédito

O crédito (nome do fotógrafo) não está registrado pela falta de informação quanto ao autor da foto.

Desfile de 1969 é a única anotação em lápis que pode ser vista. 

Maurílio Fontes é bacharel em Marketing, especialista em Marketing Político, Mídia, Comportamento Eleitoral e Opinião Pública, consultor político, editor dos sites Alagoinhas Hoje e Bahia Hoje News. 

Atua na coordenação de campanhas eleitorais há mais de 30 anos.