Google levou 4 dias para pôr seus mil funcionários no Brasil em home office

O Google levou apenas quatro dias para operacionalizar o home office dos mil funcionários da empresa no Brasil para manter o isolamento social para combater a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o presidente do Google no país, Fábio Coelho, a companhia já possuía ferramentas para trabalhar de qualquer lugar. “Mas sempre estimulamos as pessoas a irem para o escritório, que é um ambiente de troca de ideias”, diz.

Agora, Coelho afirma que ainda não existe um plano para o retorno, mas que as coisas não podem mais ser como eram antes.

Como o Google Brasil fez para que os funcionários fossem para o home office?
A primeira coisa que temos que comentar é que temos uma empresa global que passou pela experiência na China, na Coreia do Sul e em outros países da Ásia. A gente tinha um protocolo a seguir, com estágios de entendimento da gravidade do problema e de quando as pessoas passariam a trabalhar de casa.

No dia 12 de março, em reunião interna, decidimos que estaríamos trabalhando de casa a partir da segunda-feira seguinte. No dia 16 de março 100% dos nossos funcionários passaram a trabalhar de casa. São mil funcionários.

Quais foram as dificuldades enfrentadas?
Foi um processo, não simples, mas bastante pensado e bem executado. Conto isso para que não pareça que estamos minimizando a dificuldade de empresas que não têm tecnologia avançada. Empresas que têm pedaço da atividade em receber clientes, como bar, restaurante, viagens. No nosso caso foi uma experiência que ocorreu sem grande sobressaltos.

Como ficou a produtividade da empresa?
Na verdade, vejo a gente trabalhando mais do que antes. Nosso trabalho ficou mais focado. Adotamos alguns conceitos básicos, o que significa que mantemos as rotinas. Sigo fazendo a reunião com o comercial do Google na primeira hora das segundas. Com o meu grupo de diretores, faço uma reunião diária de meia hora pela manhã. A rotina vale para o trabalho, mas vale para outras coisas. A queda de produtividade é pequena e ela existe porque precisamos do entendimento das diferenças. De coisas que fazem parte da vida de todos nós. Um suporte doméstico que não pode ter mais, crianças em casa, entre outras coisas.

 

 

Fonte: Folha de São Paulo