Haddad muda perfil e mergulha no PT para ser o escolhido de Lula

A preferência não era por ele. Nunca foi. Luiz Inácio Lula da Silva queria que Jaques Wagner assumisse seu lugar de candidato do PT ao Planalto quando a Justiça Eleitoral o declarasse inelegível.

Mas Fernando Haddad contou com boa dose de conveniência —Jaques não queria a vaga— e apostou no essencial: precisava deixar para trás o verniz de intelectual da USP e assumir o figurino de militante petista caso quisesse unificar o partido em torno de seu desejo de ser ungido plano B.

Desde de que Lula foi preso, no início de abril, Haddad executou pelo menos três movimentos que o levaram a ser escolhido por Lula como a opção mais viável: abriu canal direto com o ex-presidente ao se credenciar como advogado com livre acesso à cela em Curitiba, aproximou-se de amigos de confiança do comandante petista e inseriu-se de vez na vida partidária.