Juiz de corte de direitos humanos é acusado de agressão pela ex-mulher

Juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Roberto Caldas é acusado pela ex-mulher, Michella Pereira, por injúria, agressão, espancamento e ameaça de morte. Por meio da defesa, ele nega agressões e diz que não pode se pronunciar sobre o processo, que corre em sigilo.

A revista Veja revelou nesta sexta-feira (11) as acusações da ex-mulher, que conta ter sido agredida, e de duas mulheres que foram funcionárias da família, que relatam ter sofrido assédio sexual e ameaças de demissão. 

Michella diz que Caldas a agrediu de forma brutal pelo menos quatro vezes e que era comum xingá-la de “cachorra”, “safada” e “vagabunda”. A reportagem mostra imagens de Michella com hematomas e áudios que ela gravou. 

Em 2012, Caldas foi eleito para compor a corte sediada em San José, na Costa Rica, que chegou a presidir entre 2016 e 2017. O advogado também integrou a Comissão de Ética Pública da Presidência da República de 2006 a 2012. 

A Convenção Americana sobre Direitos Humanos determina que os juízes escolhidos para compor a corte devem ser “eleitos a título pessoal dentre juristas da mais alta autoridade moral, de reconhecida competência em matéria de direitos humanos, que reúnam as condições requeridas para o exercício das mais elevadas funções judiciais”.

O advogado do juiz, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que a defesa não pode se pronunciar sobre o processo que corre em sigilo. 

Ele afirma, porém, que Caldas nega que tenha havido agressões físicas e diz que as agressões verbais eram parte da “tônica dessa relação durante anos”. 

 

Fonte: Folha de São Paulo