Multinacionais mostram otimismo com Brasil, mas instabilidade política é ressalva

A temporada de balanços das multinacionais no segundo trimestre começou com menções positivas aos negócios brasileiros.

A maior parte dos comentários feitos durante as divulgações dos resultados financeiros pelos presidentes ou diretores de companhias globais com operações no Brasil aponta algum otimismo com a retomada na pandemia e cita os primeiros sinais de melhora, mas a instabilidade política também começa a aparecer entre as ressalvas.

A fabricante de máquinas para de campo AGCO afirma que os negócios agrícolas brasileiros seguem cautelosos com relação à compra de equipamentos por causa do atual ambiente econômico e político. Mas a empresa diz que foi possível sustentar a venda das máquinas no país graças ao câmbio e à safra.​

Na Colgate-Palmolive, as vendas líquidas da América Latina caíram 13,5% no segundo trimestre, conforme a empresa. No Brasil, porém, a companhia diz que o crescimento das vendas orgânicas foi forte, mas considerou difícil o ambiente operacional.

Para a engarrafadora mexicana Coca-Cola FEMSA, o desempenho das operações brasileiras tem se mostrado resiliente, apesar de efeitos desfavoráveis da conversão de moedas latino-americanas.
A empresa diz que a reabertura no país já trouxe resultados positivos em junho. 
Fonte: Folha de São Paulo