Polícia prende jogadores na Espanha por suspeita de fraude

A polícia da Espanha prendeu 11 pessoas, nesta terça (28), acusadas de formar uma organização criminosa que teria arranjado resultados de partidas de futebol para beneficiar apostadores. Entre os presos estão o ex-jogador do Real Madrid Raul Bravo (foto), o presidente do Huesca, Augustín Lasaosa. 

A investigação começou após suspeitas em uma partida entre Huesca e Nàstic, pela segunda divisão do Espanhol. 

Segundo o diretor geral do Comissariado Geral da Polícia Judiciária, Francisco Pardo, não pôde ser dado mais detalhes porque a investigação corre em sigilo de justiça.

“Devo ter cuidado, confirmo que uma operação policial foi realizada contra uma organização de manipulação de resultados que afeta as partidas de Primeira, Segunda e Terceiro [Divisões do futebol espanhol]”, afirmou o chefe da investigação.

“Estamos trabalhando em um número muito significativo de operações que têm a ver com essas redes. Eles geralmente requerem uma grande quantidade de tempo de trabalho e as colaborações com a Laliga [Liga Profissional Espanhola] e RFEF [Real Federação Espanhola]. Estamos obtendo grandes resultados. Eu não posso dar mais informações porque seguimos as ordens do tribunal de Huesca, que é o que conduz esta operação “, concluiu Pardo.

Foram feitas buscas e apreensões de documentos e computadores em vários locais nas cidades de Valladolid, La Coruña, Madri, Huesca e Málaga. Os detidos vão passar 72 horas no tribunal.

O advogado de Huesca, Pedro Camarero, deu explicações na sede do clube.

“A decisão das prisões foram tomadas pelo tribunal de de Huesca e nós temos que nos submeter ao tribunal.

“Mais tarde, a comissão judicial virá para fazer um registro. Do clube não há preocupação e estamos disponíveis para aqueles que nos pedem a partir do tribunal. No momento, não sabemos o desenvolvimento do que vai acontecer. Não conseguimos falar com ele sobre o presidente. Assim que possível, ele dará as explicações apropriadas”, completou Camarero.

Borja Fernandez, ex-capitão de Valladolid,  um dos detidos, tinha agendada uma reunião nesta terça-feira com o ex-atacante Ronaldo, que é um dos donos do Valladolid.

O jogador ficou surpreso com a prisão e, a princípio, não quis ser acompanhado por um advogado, mas já na delegacia foi assessorado por um. O funcionamento do Comissariado Geral da Polícia Judiciária contou com o apoio da Polícia de Valladolid. 

 

Fonte: Folha de São Paulo