PT e PSB fecham acordo para eleição presidencial

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o presidente do PSB, Carlos Siqueira, devem anunciar acordo em torno da eleição presidencial de 2018.

Pelas tratativas, os socialistas ficam neutros, ou seja, não se aliam ao presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE), que poderia vir a ser o principal adversário do PT no campo do eleitorado de esquerda.

O PT, pelo acordo, retira a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, o que facilita, em tese, a campanha do socialista Paulo Câmara ao governo do estado.

Em troca, o PSB retira, em Minas Gerais, a candidatura de Márcio Lacerda ao governo. “Na minha opinião, essa resolução ajuda a consolidar uma aliança formal com o PC do B e fortalece a candidatura do presidente Lula”, diz o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que participou das conversas.

O governador Paulo Câmara, de Pernambuco, entre outros, se comprometeu a apoiar Lula ou o candidato que ele indicar à sucessão de Michel Temer.

As duas legendas devem firmar aliança, no total, em 11 estados.

O PT pressionou até onde pôde por uma aliança formal com o PSB, mas acabou se contentando com o acordo que prevê a neutralidade dos socialistas.

Um dos empecilhos para uma coligação era o governador de São Paulo, Márcio França (PSB-SP). Ele concorre à reeleição e uma aliança com o PT era considerada tóxica para suas pretensões eleitorais, já que a legenda é reprovada por ampla maioria no estado.

O acordo entre os socialistas e os petistas impõe mais uma derrota para Ciro Gomes, que buscava uma aliança formal com o PSB e acaba isolado na corrida eleitoral.

 

Fonte: Folha de São Paulo