Vice-presidente dos Correios nega demissão de funcionários neste ano

O vice-presidente dos Correios, Cristiano Barata, disse nesta terça-feira (26) que não haverá demissão de funcionários da empresa neste ano. Segundo ele, a ideia é apenas abrir um novo Plano de Demissão Incentivada.

Ele participou nesta terça-feira (26) de audiência pública promovida pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Legislação Participativa. No debate, deputados questionaram o vice-presidente sobre partes de um documento, publicado na imprensa, que prevê demissões e fechamento de mais de 500 agências.

Cristiano Barata afirmou que o objetivo é otimizar a rede de agências e que, no fim do processo, os postos de atendimento seriam ampliados de 12 mil para 15 mil. Ele lembrou que os postos podem ser agências próprias, terceirizadas ou convênios com prefeituras, por exemplo.

Crítica
Edilson Nery, da Associação Nacional das Empresas de Comunicação Segmentada, acusou a direção dos Correios de estar sucateando a empresa, sem realizar concursos há sete anos, para poder privatizar o serviço.

Os carteiros estão fazendo dobra. As entregas acontecem de forma alternada, e os clientes estão indo embora porque não tem qualidade na entrega. Hoje a empresa está à mercê da vice-presidência financeira. É o financeiro que diz o que tem de ser feito”, declarou.

Recursos
Trabalhadores reivindicaram que o governo faça aportes de recursos nos Correios para fortalecer a estatal. Muitos afirmaram na audiência que a empresa só não vai demitir neste ano porque a lei eleitoral não permite.

O deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Correios, defendeu a aprovação de projeto de lei que prevê o uso exclusivo dos Correios pelos órgãos públicos (PL 6385/16). “Segundo os cálculos, aproximadamente R$ 20 bilhões por ano aumentaria a arrecadação dos Correios. Esse com certeza é um passo importante para viabilizar a situação financeira e econômica da empresa.”

Cristiano Barata informou que a direção da empresa não descarta um pedido de aporte de recursos para a União.

 

Fonte: Agência Câmara